Quem foi Lina Bo Bardi
Lina Bo Bardi foi um dos maiores nomes da arquitetura modernista ítalo-brasileira, apesar de ter nascido em Roma, naturalizou-se brasileira após a Segunda Guerra Mundial.
Se tornou uma das principais referências modernistas no Brasil e no mundo, com obras conhecidas por carregar pautas para debates de cultura, meio-ambiente e patrimônio histórico.
Dessa forma, o papel de Lina Bo Bardi se estende, indo além de suas obras, mostrando um posicionamento firme da arquiteta em relação a temas de importância social.

Assim muitas escolas de arquitetura ainda utilizam as suas obras e ideias como objetos de estudo para a formação de novos profissionais.
É fundamental que você saiba o que Lina Bo Bardi representa no meio arquitetônico, quais foram os legados deixados por ela e como se comporta a arquitetura a partir de sua colaboração no meio.
Portanto, preparamos esse artigo com um resumo da vida e obra de Lina Bo Bardi na arquitetura.
Como esse artigo está estruturado
- A trajetória de Lina Bo Bardi na arquitetura
- Qual a importância de Lina Bo Bardi na arquitetura
- Quais as principais obras de Lina Bo Bardi
- Conclusão
A trajetória de Lina Bo Bardi na arquitetura
Achilina di Enrico Bo Bardi, mais conhecida como Lina Bo Bardi, nasceu em dezembro de 1914 em Prati di Castello, em Roma.
Desde muito nova sempre manifestou seu talento para a arte, muito influenciada por seu pai, Enrico Bo, que era engenheiro, construtor e pintor, com quem praticava desenho desde os dez anos de idade.
Sua trajetória inteira foi marcada pela arte, traduzindo suas expressões inicialmente em pinturas de guache e aquarela, até se descobrir na arquitetura.
Dessa forma, para além de suas obras mais famosas, há toda a sua colaboração para o mundo da arte e da arquitetura.
Separamos alguns tópicos em ordem cronológica para que você possa acompanhar a trajetória de Lina Bo Bardi ao longo dos anos desde seu nascimento até sua morte:
Lina Bo Bardi entre: 1914 – 1939
Lina Bo Bardi se dedicou a arte com seu pai desde muito nova, e dedicou sua formação escolar e acadêmica nesse viés, inteiramente em Roma.
Em 1933 finalizou sua graduação no Liceu Artístico, e em seguida, entre os anos de 1934 e 1939 frequentou a Facoltá di Architettura da Università degli Studi di Roma, sendo uma das únicas mulheres na turma.
Assim se formou como profissional da arquitetura aos 25 anos de idade, com um trabalho final de graduação voltado para o Núcleo Assistencial da Maternidade e da Infância.
Seu primeiro projeto já contava com traços da sua identidade arquitetônica, como a estrutura de concreto armado e vidro aparente.
1939 – 1945
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1940, Lina decide se mudar para Milão, onde se associa ao arquiteto Carlo Pagani e funda o estúdio Bo e Pagani.
Ao longo dos anos desenvolveu diversos artigos para periódicos italianos, sozinha e em colaboração. E em 1944 foi convidada para codirigir a Revista Dommus.
Um ano após o convite, em 1945, fundou a Quaderni di Domus, junto com Pagani, e no mesmo ano colaborou com Raffaele Carrieri e Bruno Zeci para a criação da Revista A, Cultura dela Vita.
O objetivo principal era abordar temas da vida cotidiana a partir da realidade psicológica do pós-guerra.
1945 – 1956
Em 1946 Lina Bo Bardi retorna para Roma, onde conhece seu futuro esposo, Pietro Maria Bardi, em uma visita ao Studio d’Arte Palma.
Ainda no mesmo ano decidem vir ao Brasil, esperando encontrar prosperidade nas artes e a perspectiva de um cenário favorável a arquitetura.
Nos primeiros meses ficaram no Rio de Janeiro, mas foi em São Paulo que recebeu mais oportunidade, quando foi convidada para fundar e dirigir o Museu de Arte de São Paulo (MASP).
Em 1947 o casal se mudou para São Paulo e realizaram as primeiras instalações do Museu, que se situava na Rua 7 de Abril, e em seguida dedicou-se, junto com Pietro Maria, ao desenho de mobiliários modernos e industriais.
Lina Bo Bardi se naturalizou brasileira em 1951, e completou seu primeiro projeto arquitetônico construído, destinado a ser sua residência, a Casa de Vidro.
Criou outros projetos vinculados ao MASP, como a revista Habitat, e o Instituto de Arte Contemporânea com a ideia de promover o ensino de design no Brasil.
Com o objetivo de ensinar arquitetura, Lina se tornou professora de Teoria da Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, entre 1955 e 1956.
1956 – 1968
Em 1957 iniciou os primeiros estudos para a nova sede do Museu de Arte de São Paulo (MASP), dessa vez situado na Avenida Paulista.
Um ano depois foi convidada para fundar e dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia, onde também deu conferências na Escola de Belas Artes e realizou alguns projetos arquitetônicos e de cenografia.
A cenografia é um trabalho voltado para criação de cenários para peças teatrais. Se você se interesse por esse assunto e quer conhecer mais, a Projetou preparou um curso de Arquitetura Efêmera e Cenografia especialmente para você!
Nos anos seguintes se envolveu em exposições e entrou em contato com diversos artistas da vanguarda, como Pierre Verger e Glauber Rocha.
Em 1964 voltou a São Paulo e no ano seguinte retomou os estudos de três projetos que estavam pendentes, um museu para o Instituto Butantã, um pavilhão de exposições no Parque Lage, este no Rio de Janeiro, e uma proposta para a praia de Itamambuca, em Ubatuta.
Em 1966 deu continuidade ao projeto do MASP, adaptando e finalizando a concepção, inaugurando o museu apenas em 1968.



