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Ferramentas e Software

Veras AI: Como Gerar Renders com IA Direto no Revit e SketchUp em 2026

Equipe Projetou· 14 de junho, 2026
Veras AI: Como Gerar Renders com IA Direto no Revit e SketchUp em 2026

Veras AI: O Plugin de Renderização com Inteligência Artificial que Funciona Dentro do Seu Software BIM

Se você já perdeu horas tentando fazer o Veras AI funcionar no seu fluxo de trabalho — ou ainda está usando Midjourney para apresentações e ficando frustrado quando a IA inventa paredes, janelas e geometrias que não existem no seu projeto — este artigo foi escrito para você. A renderização com inteligência artificial chegou a um ponto de maturidade em que não faz mais sentido trabalhar fora do ambiente BIM. O Veras, desenvolvido pela parceria entre EvolveLAB e Chaos, é hoje a solução mais integrada e tecnicamente robusta para arquitetos que precisam de velocidade sem abrir mão da fidelidade geométrica ao modelo original.

O que é o Veras AI e como ele funciona nos 7 hosts

O Veras AI é um plugin de renderização generativa com inteligência artificial que opera dentro do seu software de projeto — não como uma aplicação paralela, não como um site externo, mas como um painel integrado que lê diretamente a viewport ativa do seu modelo. Essa distinção é fundamental: ao contrário de ferramentas que exigem exportação de imagens, upload manual e prompts criados do zero, o Veras captura o estado atual do modelo em tempo real e usa essa geometria como âncora visual para o processo de geração.

O plugin é compatível com sete plataformas de host:

  • Autodesk Revit — integração nativa via painel lateral, ideal para projetos BIM completos
  • SketchUp — funciona com a viewport do SketchUp Pro, incluindo cenas salvas
  • Rhino 3D — compatível com Rhino 7 e 8, lendo viewports ativas de qualquer projeção
  • Vectorworks — suporte a viewports 2D e 3D dentro do ambiente Vectorworks
  • Archicad — integração com o ambiente 3D do Archicad via painel dedicado
  • Autodesk Forma — permite exploração conceitual ainda na fase de massing
  • Allplan — suporte à plataforma BIM da Nemetschek para mercados europeus

Essa amplitude de compatibilidade não é acidental. A EvolveLAB construiu o Veras com uma arquitetura de plugin modular que se adapta à API de cada host, garantindo que o fluxo de captura de viewport funcione de forma consistente independentemente do software que você usa no escritório. Para o mercado brasileiro, onde a adoção de Revit e SketchUp é dominante, isso significa que praticamente qualquer escritório pode começar a usar o Veras sem mudança de plataforma.

Motor Nano Banana 2 e Stable Diffusion: a base técnica do Veras AI

Por baixo da interface limpa do Veras, dois motores trabalham em conjunto para transformar sua viewport em uma imagem fotorrealista ou conceitual. O primeiro é o Nano Banana 2, modelo proprietário desenvolvido pela EvolveLAB especificamente para arquitetura. Ele foi treinado em um dataset curado de imagens arquitetônicas com foco em manter a coerência estrutural — o que significa que ele entende a diferença entre uma laje, uma fachada e um telhado de forma muito mais precisa do que modelos generalistas.

O segundo motor é o Stable Diffusion, disponível nos planos Pro como opção de geração. O Stable Diffusion oferece maior diversidade estilística e é especialmente útil para renders conceituais, apresentações de design de interiores e explorações de materialidade onde a variação criativa é desejada. A escolha entre os dois motores é feita diretamente no painel do Veras, e ambos respeitam os parâmetros de controle geométrico que veremos a seguir.

A combinação dos dois motores posiciona o Veras em um ponto de equilíbrio técnico raro: você tem a precisão arquitetônica do Nano Banana 2 para entregas que precisam de fidelidade ao projeto, e a expressividade do Stable Diffusion para fases de conceituação onde a exploração visual é mais importante que a exatidão construtiva.

Geometry Override: o controle de fidelidade que define o Veras

Se existe um recurso que separa o Veras de qualquer outra ferramenta de IA para arquitetura, é o Geometry Override. Trata-se de um slider de fidelidade que controla o quanto a inteligência artificial pode se afastar da geometria original do seu modelo ao gerar a imagem final.

No extremo esquerdo do slider (valor mínimo), a IA respeita rigorosamente cada aresta, plano e proporção do modelo — o resultado é uma imagem que parece uma renderização tradicional com textura e iluminação aplicadas pela IA, mas com a geometria intacta. No extremo direito (valor máximo), a IA tem liberdade criativa total, podendo reinterpretar volumes, adicionar vegetação, alterar proporções e criar variações que se afastam significativamente do modelo original.

Na prática, o fluxo de trabalho mais produtivo usa o Geometry Override de forma estratégica por fase de projeto:

  • Fase de conceituação (override alto, 70-100%): explorar variações estilísticas e materiais sem compromisso com a geometria definitiva
  • Fase de desenvolvimento (override médio, 30-60%): manter a volumetria geral enquanto experimenta acabamentos, iluminação e entorno
  • Fase de aprovação e entrega (override baixo, 0-20%): gerar renders que representam fielmente o projeto aprovado, com apenas texturização e iluminação pela IA

Esse controle granular transforma o Veras em uma ferramenta que acompanha o projeto do início ao fim, não apenas uma utilidade para apresentações rápidas. É exatamente esse tipo de integração ao processo projetual que a Projetou defende em seus cursos: ferramentas que potencializam o fluxo BIM em vez de criar desvios nele.

Render Seed, Image-to-Video, 2D-to-3D e Synapse

Render Seed: consistência visual entre múltiplas vistas

Um problema clássico de ferramentas de IA generativa é a inconsistência: você gera um render excelente de uma perspectiva, tenta gerar a mesma vista de outro ângulo e o estilo visual muda completamente. O Render Seed resolve isso ao travar um identificador numérico associado ao conjunto de parâmetros visuais — paleta de cores, estilo de iluminação, tratamento de materiais — de uma geração específica.

Ao copiar o mesmo Seed para renders de diferentes viewports do mesmo projeto, você garante coerência visual entre plantas, perspectivas internas e externas. Para apresentações com múltiplas pranchas, isso é transformador: pela primeira vez é possível ter consistência de estilo entre todas as imagens de um projeto sem depender de pós-produção manual extensiva.

Image-to-Video: do render estático ao walkthrough animado

O recurso Image-to-Video transforma qualquer render gerado pelo Veras em um vídeo animado de walkthrough. O sistema oferece 12 presets de câmera predefinidos — incluindo movimentos como dolly in, pan lateral, orbit ao redor do objeto e zoom out revelador — que aplicam animação de câmera ao render estático sem necessidade de modelagem de trajetória ou software de animação separado.

O resultado não substitui uma animação arquitetônica profissional renderizada em V-Ray ou Lumion para projetos de alto padrão, mas é extremamente eficiente para apresentações intermediárias, aprovações de cliente e conteúdo para redes sociais. Em termos de tempo, o que levaria horas de configuração em um software de animação tradicional é gerado em minutos dentro do próprio Veras.

2D-to-3D: do sketch plano ao render dimensional

O recurso 2D-to-3D permite que você importe um croqui, uma planta baixa desenhada à mão ou qualquer imagem 2D e solicite ao Veras que gere uma interpretação tridimensional renderizada. A IA infere profundidade, volumes e relações espaciais a partir do desenho plano, produzindo uma imagem com dimensionalidade e qualidade visual de render.

Para fases de conceituação onde o modelo 3D ainda não existe, isso representa uma aceleração significativa: você pode sair de um croqui de reunião para uma imagem apresentável em minutos, sem precisar modelar o volume primeiro.

Synapse: renderização em escala real dentro de plantas baixas

O Synapse é talvez o recurso mais inovador em termos de aplicação prática. Ele permite renderizar em escala real dentro de plantas baixas — ou seja, aplicar tratamento visual de IA diretamente sobre a representação 2D do projeto, gerando uma planta com qualidade de render, texturas de piso, vegetação e mobiliário visualizados de cima.

Para apresentações de interiores, loteamentos e projetos de paisagismo onde a planta baixa é o documento principal de comunicação com o cliente, o Synapse elimina o trabalho de pós-produção manual em Photoshop que normalmente consome horas de trabalho.

Workflow prático: do modelo ao render em menos de 5 minutos

O processo de uso do Veras AI no dia a dia segue uma sequência direta que qualquer arquiteto pode dominar rapidamente:

  • 1. Abrir a viewport desejada: posicione a câmera no ângulo que deseja renderizar dentro do seu software host (Revit, SketchUp, Rhino, etc.) e ative o painel do Veras
  • 2. Selecionar o motor: escolha entre Nano Banana 2 (maior fidelidade arquitetônica) ou Stable Diffusion (maior diversidade estilística, disponível no plano Pro)
  • 3. Ajustar o Geometry Override: defina o nível de fidelidade geométrica de acordo com a fase do projeto — baixo para entregas finais, alto para exploração conceitual
  • 4. Escrever o prompt: descreva o estilo visual desejado em inglês — materiais, iluminação, atmosfera, referências de estilo arquitetônico. Prompts mais específicos geram resultados mais consistentes
  • 5. Gerar e avaliar: o Veras captura a viewport atual e processa a geração na nuvem, retornando a imagem em segundos a poucos minutos dependendo da resolução
  • 6. Iterar: ajuste o prompt, o Geometry Override ou a posição da câmera e gere novamente. Quando encontrar um resultado satisfatório, salve o Render Seed para replicar o estilo em outras vistas

A curva de aprendizado é genuinamente baixa para quem já domina os softwares host. O domínio de prompts em inglês é o principal investimento de tempo inicial, mas os resultados melhoram rapidamente com prática.

Veras AI vs. Midjourney: por que a geometria do seu projeto importa

A comparação mais frequente que arquitetos fazem ao avaliar o Veras é com o Midjourney, que se tornou popular para visualizações arquitetônicas conceituais. A diferença fundamental entre as duas ferramentas pode ser resumida em uma palavra: alucinação.

O Midjourney é um modelo de difusão generalista que gera imagens a partir de prompts de texto. Quando você descreve um edifício, ele cria algo visualmente impressionante — mas que não tem nenhuma relação com o projeto que você desenvolveu. Ele inventa janelas, altera proporções, adiciona ou remove pavimentos, cria estruturas que seriam impossíveis de construir. Para exploração conceitual livre, isso pode ser útil. Para apresentar seu projeto ao cliente, é um problema sério.

O Veras, ao contrário, usa a geometria do seu modelo como restrição fundamental do processo de geração. O Geometry Override controla quanto a IA pode se afastar dessa geometria, mas o ponto de partida é sempre o seu modelo. Isso significa que o cliente está vendo uma representação do projeto real, não uma fantasia gerada por IA que precisará de um disclaimer explicando que "o projeto final pode diferir".

Para escritórios que trabalham com BIM e precisam de consistência entre o modelo e a comunicação visual, o Veras não é apenas uma opção melhor — é a única opção tecnicamente responsável.

Preços e planos do Veras AI em 2025

O Veras AI opera em modelo de assinatura com três estruturas principais:

  • Plano anual: $29/mês (cobrado anualmente), com acesso ao Nano Banana 2, todos os recursos de controle geométrico e número limitado de renders mensais
  • Plano mensal: $59/mês, mesmas funcionalidades do plano anual com flexibilidade de cancelamento a qualquer momento
  • Plano Pro: inclui renders ilimitados com Stable Diffusion, resolução máxima e acesso prioritário a novos recursos em beta — indicado para escritórios com alto volume de produção de imagens

Comparado ao custo de licenças de software de render tradicional como V-Ray ou Enscape — que custam entre $350 e $600 por ano apenas para a licença, sem contar o tempo de configuração e renderização — o Veras representa uma relação custo-benefício significativamente mais eficiente para a maioria dos casos de uso de apresentação e aprovação de projeto. Para renders técnicos de altíssima qualidade fotorrealista, as ferramentas tradicionais ainda têm vantagem, mas para o volume de imagens que um escritório produz no dia a dia, o Veras é difícil de superar em produtividade.

Por que o Veras AI é a melhor escolha para quem trabalha em BIM

A adoção de BIM no Brasil cresceu de forma consistente ao longo dos últimos anos, impulsionada pelo Decreto Federal 10.306/2020 que estabeleceu o cronograma de implementação obrigatória para obras públicas. Com isso, um número crescente de escritórios e profissionais trabalha com modelos Revit, Archicad ou Vectorworks como base do processo projetual — e é exatamente aqui que o Veras encontra seu maior diferencial competitivo.

Em um fluxo BIM, o modelo é a fonte única de verdade do projeto. Toda documentação, quantificação e comunicação deve derivar desse modelo. Ferramentas de visualização que exigem retrabalho — exportar geometria, recriar materiais em outro software, ajustar câmeras manualmente — criam redundância e risco de inconsistência entre o que está documentado e o que está sendo apresentado. O Veras elimina essa redundância ao ler o modelo diretamente, na viewport ativa, sem exportação intermediária.

Para arquitetos que estão desenvolvendo ou aprofundando sua capacitação em BIM, entender como integrar ferramentas de IA como o Veras ao fluxo de trabalho é uma competência que já diferencia profissionais no mercado atual. A Projetou, maior plataforma de capacitação em softwares de arquitetura do Brasil, tem formações específicas que cobrem exatamente essa integração entre BIM e visualização avançada.

O mercado de arquitetura está em um momento de transição tecnológica acelerada. Segundo dados do setor de AEC (Architecture, Engineering and Construction), a adoção de ferramentas de IA generativa para visualização cresceu mais de 300% entre 2023 e 2025, e a tendência é de consolidação em torno de plugins integrados aos softwares de projeto — exatamente o modelo que o Veras representa. Profissionais que dominam esse fluxo hoje têm uma vantagem competitiva real na captação de projetos e na eficiência de entrega.

Conclusão: inteligência artificial que respeita o seu projeto

O Veras AI representa uma mudança de paradigma na forma como arquitetos produzem imagens para comunicação de projeto. Ao operar dentro dos sete principais softwares de arquitetura do mercado, usar o Geometry Override para manter fidelidade geométrica controlável, e oferecer recursos como Render Seed para consistência visual, Image-to-Video para animações rápidas e Synapse para renderização de plantas baixas, o Veras cobre um espectro de necessidades que nenhuma outra ferramenta de IA generativa para arquitetura consegue atender de forma tão integrada.

A diferença fundamental em relação a ferramentas generalistas como Midjourney não é apenas técnica — é filosófica. O Veras parte do princípio de que o projeto do arquiteto deve ser preservado, não reinventado pela IA. Essa premissa o torna não apenas uma ferramenta mais precisa, mas uma ferramenta mais ética para a prática profissional.

Se você quer dominar o Veras AI dentro de um fluxo BIM completo — desde a modelagem até a entrega de renders e animações para aprovação de projeto — a Formação BIM e Render da Projetou é o caminho mais direto. Com metodologia prática e foco nas ferramentas que o mercado usa de verdade, você sai com um fluxo de trabalho completo e pronto para aplicar no próximo projeto.

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